sábado, setembro 30, 2006

Dançar


Hoje vou dançar...

...e mandar a tristeza para o ar!!



sexta-feira, setembro 29, 2006

Estranho sentimento de PODER

Hoje sinto um estranho sentimento de poder. Hoje sinto um estranho sentimento de poder não te amar, de poder não te querer. Sinto uma estranha ausência da saudade. E, estranhamente, não estou feliz por isso.
Não sei lidar com estes sentimentos e questiono: amo-te a ti ou amo os meus comprotamentos? Amo-te a ti ou amo as minhas desordens? Orgulho-me das minhas desordens? Defino-me por elas?



Fonte: PostSecret (13-08-2006)

segunda-feira, setembro 25, 2006

(Falta) Coragem!

Falta-me a coragem para avançar.
Falta-me a coragem para quebrar padrões de comportamento que me maltratam.
Falta-me a coragem para seguir o novo caminho.
Que cansaço viver e permanecer neste impasse. Se sei o que está mal, se sei como pode ficar bem, porque teimo em manter-me da mesma forma? Porque teimo em agir da mesma maneira?

sábado, setembro 23, 2006

Outono


Foto: Fall leafs, de Dirk Vermeirre

quarta-feira, setembro 20, 2006

Prazer???

via e-mail

Xiça!!
O Homem deve ter sido mesmo BERA!!

Olá!!! Volto já...já!


Olá amigos!!
Os meus dois trabalhos têm me afastado das minhas confissões. Como sabem tenho um novo, onde ainda estou a aprender muita coisa, o que exige muito tempo e dedicação. Depois desse trabalho, estou a rever um o relatório do trabalho antigo, para que possa ser publicado. Tenho tido dias de cão. Corrijo! Há cães com muito melhor vida que eu. Pelo menos devem dormir mais horas por dia. : )
Bem, chega de lamentações. Espero que amanhã as coisas comecem a serenar.
Voltarei com as novidades.
Beijinhos.
Até já.

Foto: II, do A. Brito.

terça-feira, setembro 19, 2006

Desejo


FELICIDADE


Foto: Contentment by Janesdead

segunda-feira, setembro 18, 2006

Porque blogamos?

Durante um jantar com uns amigos, começámos a falar de problemas psicológicos e eu levantei a questão da vertente terapêutica dos blogs. Eles não visitam muitos blogs, nem sabem que eu tenho um e houve alguém que me respondeu: "Não existe vertente terapêutica nos blogs. Essas pessoas apenas procuram a confirmação de que estão certas. Querem que alguém lhes diga "estás certo!". Não querem ouvir 'Olha, que isso não é bem assim!'"
Contestei e argumentei que era uma ferramenta, como qualquer outra, em que podemos estruturar o nosso pensamento.

Mas isto ficou na minha cabeça e peço-vos que me respondam:

Porque blogamos sobre assuntos pessoais?
Queremos a confirmação de que estamos certos? Ou aceitamos opiniões divergentes?
Os comentários que fazem são maioritariamente de questionamento real ou de apoio ao bloguista?
Quando não concordam com uma opinião, a maioria das vezes, escrevem-no ou ficam calados?
Costumam receber opiniões discordantes das vossas?
Como se sentem/reagem nessa altura?

Também vou pensar nas minhas respostas!

domingo, setembro 17, 2006

Segredo 8


(publicado no PostSecret à umas semanas)

sábado, setembro 16, 2006

Hoje apetece-me... Elis Regina



Atrás da porta
(Chico Buarque / Francis Hime)

Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pêlos
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho

Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me entregar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostra que inda sou tua
Só pra provar que inda sou tua...





O Bêbado e a Equilibrista

(João Bosco /Aldir Blanc)

Caía
A tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos

A lua
Tal qual a dona dum bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!

Louco,
O bêbado com chapéu côco
Fazia irreverencias mil
Pra noite do Brasil
Meu Brasil

Que sonha
Com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete

Chora a nossa pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do Brasil

Mas sei
Que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança dança
Na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha
Pode se machucar

Azar
A esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar

O Difícil e o Fácil

All things are difficult before they are easy.

(Dr. Thomas Fuller, 1732)

sexta-feira, setembro 15, 2006

Palavras dos outros

Tenho recorrido às palavras dos outros, porque não tenho conseguido escrever. Ocupações e contradições do novo trabalho prendem-me e a confusão e incapacidade de organizar ideias instalaram-se.

Este fim-de-semena termino a revisão de um relatório do trabalho antigo e espero ficar mentalmente mais liberta.

Entretanto...
esta sou eu!


Pintura de Sebastião Xant

Retrato


Mostro-me em glória
Vestindo-me de luzes e encantos
E por dentro amordaço-me.
Sou assim brilho e luz.
Sombra e escuridão.


Encandescente

quinta-feira, setembro 14, 2006

Mandar calar o cão

"É preciso pré disposição para melhorar! Nem sempre é possível com um simples pensamento, mudar a nossa predisposição. Há que trabalhar para isso. Primeiro, é imprescindível apagar pensamentos recorrentes, lentamente, negando-os, como quem manda calar um cão que ladra por ladrar. À medida que vamos silenciando esse cão tonto, deixamos de ouvir “ladrar” e damos espaço a novos sons.

Com esses sons, outras músicas, outras ideias, novos pensamentos e, por fim, outras perspectivas, outras visões, novas versões de vida. O que outrora nos parecia negro e sombrio deixa de ter uma importância primordial. Retomamos um princípio essencial da nossa existência SER, síncrono com a nossa alma, SER, feliz…

Os problemas existem é um facto, mas são apenas problemas, são questões que se propõem para serem resolvidas, e na grande maioria das vezes nem são problemas, são apenas consequências de uma forma deficiente de pensar. Bastaria um outro olhar sobre essas mesmas questões, um simples elevar de consciência, outra perspectiva, para que determinado enigma se dissolvesse das nossas vidas. E os dias amanhecem em paz."

Magda Moita (8 de Setembro de 2006)

quarta-feira, setembro 13, 2006

terça-feira, setembro 12, 2006

Abecedário de mim



Encontrei este desafio no blog da Tia Cremilde e apeteceu-me responder: Consiste em escrever a palavra que nos vem à cabeça para cada uma das letras do abecedário. Não consegui limitar-me a uma. : )

A – Auto-estima, Amor e Amizade: o mais importante!
B – Beijo: sou muito beijoqueira. Adoro dar e receber.
C – Cabeça e Coração: nem sempre compatíveis.
D – Dor: a forma como vivo o amor.

E – Extrovertida: Sou, a maioria das vezes! Estereótipos: odeio! Marcaram-me toda a vida. Ainda hoje sou vítima deles. Ainda hoje luto diariamente contra um conjunto de ideias feitas sobre as mulheres.
F – Fogo que arde sem se ver.
Figos: Amo de paixão! Fado: Expressão do amor/dor.
G – Gargalhadas: quando me rio, não sorrio. Gargalho a sério!
H – Hoje: Um dia melhor que ontem!
I – Introspecção e Imagem de mim: o que procuro todos os dias
J – Juras: umas cumpro, outras não consigo! Joaninhas: recordações da infância

L – Lisboa: Cidade amada! Liberdade: de todos e para todos.
M – Momentos: Todos os que passei com o meu ex-amor. Os bons e os maus. Mudança: desejo forte.
N – Nova Iorque: cidade que me deixa muito curiosa.
O – Optimista: sou. Procuro sempre a luz ao fundo do túnel.
P – Poesia: amo as palavras em que me reconheço. Nessas alturas não me sinto sozinha. Vejo que existe alguém
que sente como eu.
Q – Querer: quero ficar bem.
R – Reflexão: ferramenta essencial para viver bem. Rosa: brancas ou vermelhas.
S – Solidão: senti-a durante grande parte da minha vida. Sociologia: a minha licenciatura. Segurança e Higiene no Trabalho: a minha profissão.
T – Teatro: amo como espectadora.
U – Uvas: fruta preferida a seguir aos figos
V – Vinho: aprendi recentemente a apreciar o tinto. Boa companhia para um serão de conversa entre amigos. Viajar: quero conhecer o mundo.
X – Xuxú: planta do quintal da vizinha.
Z – Zorro: pelo Banderas e porque não me lembrei de mais nada.

A quem apetecer…faça o mesmo que eu. Letra a Letra.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Overcome




Overcome - Live

Even now
the world is bleedin'
but feelin' just fine
all numb in our castle
where we're always free to choose
never free enough to find
I wish somethin' would break
cuz we're runnin' out of time

and I am overcome (yeah)
I am overcome
holy water in my lungs
I am overcome

these women in the street pullin' out their hair
my master's in the yard
givin' light to the unaware
this plastic little place
is just a step amongst the stairs

and I am overcome (yeah)
I am overcome (baby)
holy water in my lungs (yeah)
I am overcome

so drive me out
out to that open field
turn the ignition off
and spin around
your help is here
but I'm parked in this open space
blockin' the gates of love

and I am overcome (yeah)
I am overcome (baby)
holy water in my lungs (yeah)
I am overcome (yeah, yeah)

I am overcome (oh Lord)
I am overcome (baby)
holy water in my lungs (holy water, holy water)
I am overcome

beautiful drowning
this beautiful drowning
this holy water
this holy water is in my lungs

and I am overcome
I am overcome (yeah, yeah)
I... I... I am overcome
I am overcome

9/11- Recordar as vítimas


Foto: Heart NY, by Linus Gelber

Este amor é uma droga


Esta forma de amar parece uma droga: o confronto de ideias (real ou imaginado) com meu ex-amor leva-me a momentos de intensidade emocional muito grande. Vivo mil emoções em simultâneo: amor, dor, desespero, angústia, medo... Depois choro, como que a tentar limpar ou diminuir o que sinto. De seguida vem a fase do relaxe, e mesmo bem-estar, apesar da nuvem negra estar sempre no cantinho. Não parece uma droga? Os momentos de intensidade emocional, proporcionam-me a adenalina que depois me calma e relaxa. Fico sonolenta devido ao cansaço mental. E mais tarde reinicia-se o ciclo. Não parece uma droga? Será que eu vivo de e para esta excitação? Será que eu vivo da adrenalina que as emoções extremas me causam?


Foto: Pink goodnights, by Esther G

Vergonha, Amor, Luta, Dor, Choro...


Aqui estou eu de volta. Sinto que vos abandonei. Sinto que abandonei a minha casinha e a minha reflexão. Peço-vos desculpa e peço-me desculpa a mim. Não me permiti escrever antes. Não o consegui fazer, porque o que vos vou dizer hoje não é do meu agrado. Sinto-me mesmo envergonhada comigo própria. Tive um fim-de-semana doloroso. Não consegui manter a decisão de que me iria afastar do meu ex-amor. Não nos envolvemos, mas eu busquei uma reaproximação. Felizmente / infelizmente ele manteve a distância. Apesar de saber que isso me iria fazer mal, se fosse só eu a decidir, teria estado com ele.

Ele tem se mantido afastado de mim e eu voltei a reivindicar a sua atenção e o espaço que era meu. São os momentos em que hoje ele já não me coloca. São os momentos livres que, inconscientemente / conscientemente, penso que deveriam também ser meus. Perturbam-me especialmente aqueles em que está sozinho e em que não me concede a sua presença. Acho-me merecedora/dona destes períodos. Acho que deveriam pertencer-me por direito. Como se fossem uma pequena recompensa pelo que sinto por ele. Contento-me com pouco. Sempre me contentei com os poucos momentos de proximidade, entrega, carinho, confidências. Ainda amo através das migalhas que me vão dando aqui e ali.

Hoje tive uma conversa com ele através do meio mais impessoal do mundo, o MSN, mas sinto-me reconfortada. Escrevi o que me estava entalado na garganta. Acusei-o de abandono da nossa amizade, acusei-o por não falar comigo, acusei-o por não se interessar pelo que tenho vivido. Reivindiquei o espaço de amiga, mas estava a lutar pelo espaço como seu amor. Ele defendeu-se dizendo que não era assim, que eu sou importante para ele, mas que já não pode estar o mesmo tempo comigo; que eu o estava pressionar (e estava) e que não gosta de pressões (paciência!). Hoje fiz o que nunca tinha feito, pressionei. Pressionei para tentar ter uma resposta favorável da sua parte.

Queria ouvi-lo dizer que gostava de mim. Ouvi / Li: "continuas a ter a mesma importância para mim que sempre tiveste."

Ele: "Vê se percebes de uma vez, tu és uma parte importante da minha vida estando perto ou longe. Já temos 10 anos de convivência que não se evaporam dum momento para o outro.
Eu: mas custa-me estar longe.
Ele: Também a mim. Ou pensas que não?
Eu: eu pensava que te custava, mas nos ultimos tempos..."

Depois da luta de palavras e pontos de vista, acalmámos e virámo-nos para as confidências. Parece incrível, mas consegui explicar-lhe porque teimo em gostar dele. Falei-lhe do meu pai. Conheço-o há 10 anos e nunca lhe tinha falado do meu pai. Por um lado, isto foi bom. Foi um reflexo do à-vontade que tenho vindo a conquistar aqui. Tenho aprendido a não ter medo de me dar a conhecer. Por outro lado, tem um elemento incorrecto e mau para mim. As minhas palavras tiveram como objectivo reconquistá-lo.

“Eu: O meu pai nunca foi muito afectuoso. E isso afectou-me. Toda a minha vida lutei pelo amor dele e ele, apesar de me amar à maneira dele, não me mostrou. e eu continuei a lutar, e ele a rejeitar, eu a lutar e ele a rejeitar. No fundo, é esta forma de amar que reproduzo contigo. (…) Agora estou num impasse e também eu me sinto pressionada: ou mantenho esta dinâmica ou acabo com ela.
Ele:
não te parece que isso não é benéfico para ti?
Eu:
Acabar com ela é benéfico, mas implica estar contigo ou afastar-me de ti. Não o meio termo. Como sempre foi."
Silêncio e mudança de assunto.

Fiquei sem saber o que pensar. Ou melhor, sei que também ele está a passar por um processo de auto-descoberta e de resolução de problemas internos, mas no fundo, desejo que a resolução desses problemas traga a nossa união.

Não gosto do que escrevi neste post porque é um retrocesso, mas escrevi o que sinto hoje. Escrevi a verdade. Como sempre prometi fazer.


Foto: Vergonha, de António Batista

sábado, setembro 09, 2006

Agradecimento ao António Rosa


António,
quando iniciei o Rabisco(s) planeei um blog intimista, pessoal, muito subjectivo. Fiz do Rabisco (s) um diário de pensamentos e uma ferramenta auto-reflexão para ultrapassar uma fase difícil da minha vida. Quando o iniciei pensei, que o que iria escrever, apenas me iria interessar a mim. Pelo seu conteúdo ser tão pessoal, às vezes tão denso e subjectivo, não considerei que pudesse despertar comentários de outras pessoas. Enganei-me. Passados dois meses já tenho amigos blogosféricos. Pessoas que se identificam com o que digo e que, com os seus comentários, me ajudam a pensar e a ultrapassar os momentos mais difíceis. Pessoas que eu não conheço, mas que já estão no meu coração.
O António identificou-se e deu-me um mimo ao referenciar o Rabisco (s). Quero agradecer-lhe o seu interesse e a referência. O Espero que volte à minha casinha e comente os meus posts. Tenho a certeza que também me dará uma ajuda preciosa.
Um abraço. Com amizade.
Menina Rabisco