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sexta-feira, janeiro 18, 2008

Fim

Este blog deixou de fazer sentido. A menina cresceu e já é mulher. Um abraço grande e o meu muito obrigado a todos os visitantes e amigos.

Até sempre.

Menina Rabisco.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Inveja



Foto de Marta Gonçalves



Se a inveja matasse, eu tinha ficado logo ali à tua frente. Fico contente que estejam a viver esse momento, mas não consigo deixar de ter inveja. Quero viver momentos iguais! Quero voltar a sentir as borboletas no estômago! Quero amar e ser amada!!!


segunda-feira, janeiro 08, 2007

A minha vida...

This Is My Life, Rated
Life:
6
Mind:
6.3
Body:
5.2
Spirit:
6
Friends/Family:
4.3
Love:
1.4
Finance:
7.7
Take the Rate My Life Quiz


Olha que novidade!!!
: ) : (

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Pensamentos de dia 01/01/2007 para carregar ao longo do ano...



I'm SOMEBODY!

I'm worthy!

I love myself!

I do not let others hurt me!

I respect myself!

Estou de volta...



...a neura já passou. SINTO-ME BEM!!

domingo, dezembro 17, 2006

Segredo 16



Publicado no PostSecret (17-12-2006)


quarta-feira, dezembro 13, 2006

Poucos Rabiscos... II



Meus queridos amigos,
eu não vou deixar de escrever. Apenas não me apetece escrever agora. Amanhã? Não sei. Talvez. Vou escrever quando para mim fizer sentido.

Digamos que estou numa fase de recolhimento de mim própria. Não me quero ver. Não me quero encarar. Enterro-me no trabalho. Estou feliz com ele, mas enterro também o outro lado. Escondo nele o lado mais infeliz. Está ali num cantinho, muito escondidinho. Algum dia vai ter que sair...
...
...
...
Talvez não me encare... porque não quero constatar que...já não me sinto sua...
(e choro...neste momento que devia de ser de felicidade).


terça-feira, dezembro 12, 2006

Poucos rabiscos...



Não me apetece falar. Não sei o que escrever.
Parece-me que as minhas ideias e palavras se gastaram...pelo excesso de uso. Parece-me que certas ideias já não fazem sentido, mas ainda não sei quais. Voltarei quando descobrir o que sinto. Voltarei...quando deixar de me esconder de mim.


terça-feira, novembro 21, 2006

Os meus medos

Tenho dois tipos de medos: os de origem externa e os de origem interna.

Os externos têm origem no trabalho, em comportamentos meus, mas, principalmente, no comportamento dos outros. Sou responsável pela segurança de 50 pessoas...e apesar do trabalho de sensibilização, já iniciado, ainda me depáro com muitos comportamentos inseguros. Comportamentos que podem resultar na morte do trabalhador.

Isto angustia-me muito.

Não quero ter nas costas o peso moral de uma morte.

Não quero ser responsabilizada por uma morte. Se não me conseguir proteger (através de papelada e formação) posso incorrer em multas, pagamento de indeminizações, prisão até 8 anos e casação do certificado de aptidão profissional (sem o qual não posso trabalhar). Isto pesa! Todos os dias sinto a lâmina da faca no pescoço.

Sei que organizar tudo correctamente leva tempo, mas não vou deixar de ter medo enquanto não estiver tudo ok. Só consigo pensar: "E se, entretanto, acontece algum acidente grave ou mortal?"

Os internos são outra história...e, quem acompanha os meus testemunhos, já os conhece. O medo de não ser amada é o principal...e até ele afecta a minha vida profissional. Já tive situações em que era necessário ser rigída e em que tenho consciência de que fui benevolente porque necessito sentir que, as pessoas com quem trabalho, me aprovem e gostem de mim. É ridículo! Eu sei. Estou a corrigir isto.

Rabiscos de mim - 21-11-2006

Olá, amigos. Ontem, alguns problemas no trabalho desencadearam as velhas inseguranças, mas hoje já estou melhor. Depois de despejar os meus sentimentos aqui, neste cantinho, fui chorar para a caminha (que é lugar quente!). Às vezes, chorar faz bem. Despejar as frustrações, chorar e descansar fez-me muito bem. Hoje acordei animada e cheia de força. Senti-me bem. Senti-me bonita. Senti-me forte...e tomei um conjunto de medidas para resolver as questões que me atormentam. Preparei os documentos necessários e o processo de resolução já está em andamento. Neste momento, estou contente comigo própria. Estou contente por ter conseguido expôr as minhas ideias, da maneira que queria; estou contente por ter sido entendida da maneira que queria. Espero ter os assuntos de maior responsabilidade resolvidos até ao final do ano. A ver vamos. Sda e António, obrigado pelos mimos. Beijinhos.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Segredo 14




Fonte: PostSecret



Só...
Perdida.
Ultrapassada...
Insegura...
Cheia de medos...
Impotente!!



domingo, novembro 19, 2006

Segredo 13


Publicado no PostSecret (19-11-2006)

domingo, novembro 12, 2006

Segredo 12



Apesar desta ser a razão de grande parte dos meus problemas...


Fonte: PostSecret (12-11-2006)


quarta-feira, novembro 08, 2006

Circunstâncias II

A Tessa deixou-me um comentário execelente ao post circunstâncias. Não é um comentário é um testemunho, um ensinamento que me pode ajudar a mim e a quem, como eu, está a passar uma fase má. Como tal, resolvi publicá-lo aqui.

Tessa, obrigado pelas tuas palavras e pelo apoio. Beijinhos.

"Minha querida.

Como sei o que sentes. Tanto tempo que eu levei a impôr-me. No fundo a respeitar-me e a amar-me e a dar-me ao respeito.

Impôr limites aos outros é uma forma de subirmos o nosso "preço". Dito desta forma até parece, sei lá..O que quero dizer é que quando não admitimos, quando nos impômos, mostramos quem somos. É tão simples!

Mostramos até onde permitimos que o outro vá. Se permitimos que subam por nós até, digamos, aos joelhos e não mais, então o outro sabe que a partir dali é um risco. Mas vai tentando amarinhar. Vamos permitindo...até nos calcarem a cabeça...então somos o capacho.

Tu respeitas o tapete da tua porta de entrada? Nem dás pela existência.

Não existes para o outro quando o outro não encontra limites. Se não existes não és nada...nem respeitada, nem considerada, nem amada.

É verdade que passamos situações na vida que são difíceis mas, quando tomamos consciência e compreendemos, surge também a oportunidade de nos responsabilizarmos e prosseguirmos em frente de cabeça erguida.

É fácil de dizer mas difícil de conseguir. Mas não é nada impossível.

Lembra-te que as grandes revoluções são momentos difíceis mas trazem uma nova luz.

Um beijinho grande."

quinta-feira, novembro 02, 2006

Circunstâncias

"People are always blaming their circumstances for what they are. I don't believe in circumstances. The people who get on in this world are the people who get up and look for the circumstances they want, and, if they can't find them, make them."
George Bernard Shaw, "Mrs. Warren's Profession" (1893) act II


Sou uma destas pessoas que coloca a culpa da sua tristeza nas circunstâncias?

Nunca me considerei uma pessoa passiva. Sempre me vi como uma pessoa lutadora. No entanto, hoje olho para trás e reconheço alguns laivos de passividade. Reconheço momentos em que o medo me impediu de avançar.

Exemplo na área profissional: Lutei imenso para fazer a minha tese de fim de curso. Fui para uma área pouco explorada e isso implicou um trabalho de criação muito grande. No esntanto, escolhi um tema assim porque queria um desafio. Assim foi. Desenvolver a tese foi um processo longo e doloroso, mas no fim tudo valeu a pena porque o meu esforço foi reconhecido. Para além da nota ter sido boa, a minha orientadora pediu-me para fazer um artigo sobre a tese. Nunca o fiz. Acobardei-me. Hoje constato que tive medo de ser avaliada publicamente. Tive medo das críticas. Tive medo que não gostassem de mim.

Exemplo na área amorosa: Lutei durante anos pelo amor de um homem. Permiti-me ser a outra. Permiti-me viver situações de que não me orgulho em nome deste amor. Permiti faltas de respeito. Permiti que não me amassem. Sacrifiquei a minha auto-estima em nome deste amor (ou foi ao contrário: permiti-me viver este amor porque tenho baixa auto-estima??) Criei quase todas as circunstâncias para estar junto deste homem. Apenas não criei uma. Durante anos, nunca disse: "ela ou eu?". Durante anos pensei: "É ele que tem que decidir." Durante anos permiti que as circunstâncias dele comandassem o modo como vivi este amor. Não o encostei à parede porque tive medo de ser rejeitada. Ou melhor, sabia que ia ser rejeitada...e nunca quis aceitar o fim dos meus momentos de amor. Criei as minhas circunstãncias ao fim de 10 anos. Ao fim de 10 anos vivi o FIM.

Hoje, sinto-me estagnada. Sem acção. Sinto-me sem forças para andar. Sem forças para criar novas circunstâncias. Apercebo-me de medos e inseguranças que me barram. Profissionalmente, apenas avanço quando sou "obrigada" a isso.

Na minha profissão actual tenho que tomar decisões todos os dias. Decisões que afectam o trabalho de outros. Decisões que implicam a mudança de hábitos de trabalho adquiridos ao longo de anos. Decisões que, quase sempre, geram resistências. No entanto, a pior parte surge quando tenho que fiscalizar e penalizar as pessoas não cumpridoras. Pessoas a quem já ganhei amizade.

Amo o meu trabalho, mas não gosto desta faceta penalizadora. A amizade que ganhei a quem tenho de penalizar constrange a minha acção. Umas vezes vou arranjando argumentação para derrubar as resistências. Outras vezes fico estagnada. Não ago, nem reago. Finjo não ver certas faltas. Tudo isto porque...tenho medo das críticas. Tenho medo que não gostem de mim. Ainda não consigo separar as águas e estou a comprometer o meu trabalho.

Hoje, por exemplo, a entidade que me tutela "pediu-me" para penalizar os não cumpridores de um modo mais rígido. E eu, que evitei tomar esta decisão antes, vou ter que seguir a onda. Vou render-me às circunstâncias. Eu concordo com esta posição, mas não tive coragem de a tomar antes porque sei que isto vai gerar uma pequena guerra entre mim e as pessoas que coordeno. Resultado, já estou com receio de perder a consideração e respeito que ganhei lentamente. No fundo, tenho medo que deixem de gostar de mim. (Que vergonha! Peço desculpa por tão grande egocentrismo.)

Eu quero ser uma boa profissional, mas não quero esquecer as relações humanas. Infelizmente, estas duas questões estão em conflito (pelo menos dentro de mim).

segunda-feira, outubro 30, 2006

Segredo 10

Fonte: PostSecret

Faço-o, porque tenho a mania de que posso aguentar tudo sem a ajuda de ninguém!
Faço-o, porque me vejo como uma pessoa forte e admitir, publicamente, que me sinto só, é um sinal de fraqueza.

sábado, outubro 28, 2006

Inveja

Sinto toda a possível e imaginária...
...de quem consegue refazer a vida.

Fim-de-Semana

Só ao fim-de-semana me sinto mal.
Só ao fim-de-semana tenho tempo para pensar em ti.
Só ao fim-de-semana tenho tempo para pensar em mim.
E...olhar-me
E...ver-me...
Só...
Dói.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Minha vida, Minha Sorte


Minha vida, minha sorte (1997)
de Juarez Machado n'O Século Prodigioso


Parece estar a ver...
...a vida passar...
...a sua vida passar-lhe ao lado...
...a sua vida passar-lhe ao lado por desamor...
...a sua vida passar-lhe ao lado pelo desamor do seu homem...
...a sua vida passar-lhe ao lado por desamor de SI!!

E a minha está-me a passar ao lado? O que não vivi e poderia ter vivido? O que perdi? O que ganhei...por te amar, e só por te amar?


(Adenda às 3.20h - 27/10/2006)
Está à procura da sorte na rua, mas não deixa a segurança da sua casa, o amparo da sua janela.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Crucificação


Dr. Phil deixou-me um comentário ao post Pensamento de hoje - 21-10-2006, que cito e passo a comentar.

"E a seguir? Que tal mandares castrá-lo?
Tenho acompanhado o teu blog desde que o descobri há uns tempos.
Embora tenha estabelecido, inicialmente, alguma afinidade com a tua história, não posso deixar de vir em socorro do pobre diabo que pareces querer crucificar em praça pública. Fiquei com a ideia que o intuito do teu blog seria a de expurgares os fantasmas, ganhares confiança em ti própria e seguires em frente. No entanto, o que noto, nestes últimos tempos, é a tua vontade de te manteres numa situação que te é prejudicial (com o beneplácito de um júri parcial, a quem não é dado conhecer a outra versão da história).
Lá diz o povo que "quem está mal, muda-se". E tu que fazes? Um escrutínio absoluto do comportamento do pobre diabo, para justificar o quê? A tua própria insegurança em avançares? É com bastante segurança que afirmas que escolhes com quem andas..."

O meu objectivo com este blog é expressar tudo o que consigo escrever/descrever. Às vezes digo o que é politicamente correcto, outras vezes bato no ceguinho. O que escrevo depende apenas do que sinto no momento. Se sinto amor, expresso amor. Se sinto raiva, expresso raiva. Escrevo o que sinto sobre os comportamentos e atitudes da pessoa que amo, para tentar compreendê-las. Para que elas deixem de me magoar.

O meu objectivo não é crucificá-lo, mas tenho dias em que o crucifico. O meu objectivo não é amá-lo, mas tenho dias em que o amo muito. São os dois lados da minha balança. É o amor e o ódio que nunca se separam dentro de mim.

É destas descrições de sentimentos, que tento retirar algum (auto-)conhecimento. Às vezes retiro. Outras vezes, não. Às vezes aprendo algo de imediato. A maioria das vezes só o tempo e a releitura permitem alguma compreensão. Gostaria que a evolução fosse mais rápida, mas não é. Eu ainda resisto a mudar. Tenho medo da mudança. Tenho consciência disso. Ainda não me consigo ver sem ele na minha vida. Faltam-me dar alguns passos para ultrapassar esta limitação.

Quanto às versões da história, é verdade que só tenho mostrado a minha versão, mas não poderia ser de outra forma: o blog é só meu! É feito apenas por mim e para mim. Posso contar um pouco sobre a outra parte, mas mesmo nessa situação serão sempre as minhas palavras sobre Ele ou sobre uma situação. Nunca será a sua própria visão. Nunca haverá isenção completa. De qualquer modo, no futuro, vou tentar ver o outro lado.

"E quanto ao afastamento? A vossa história já é longa... Será ele que, de um momento para o outro, resolveu afastar-se de ti ou tu que o estás a obrigar a isso?"

Infelizmente não sou eu que me estou a afastar. Se fosse, era sinal de que já teria coragem para mudar. O afastamento partiu dele. Num momento em que foi necessário decidir entre mim e a namorada, depois de me dizer que gostava de mim, ele optou por se manter com a namorada. Como é que eu devo aceitar isto?? Com benevolência?? Não consigo. Sou humana. Sinto raiva, revolta, amor, ódio...e apetece-me partir os pratos todos!!! No entanto, só os parto aqui. Só aqui o faço. Só aqui o posso fazer. Talvez seja por isso que me acusas de crucificação, porque só aqui posso expressar os maus sentimentos. Talvez o esteja realmente a crucificar. Se assim for, paciência! Ainda não consigo agir de outra forma. Se um dia tiver consciência de que errei, serei a primeira a admití-lo.

Dr. Phil, apesar das críticas, gostei muito do teu comentário. Gostei das farpas e da "chapada". São muitas vezes estes comentários que me fazem pensar. Volta sempre. Comenta mais vezes.

Beijinhos. Menina Rabisco.



Foto: Truth, by Gotiersjf